quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O universo e os números

Quando olhamos, para o céu em noite calma e límpida, sentimos que a nossa inteligência é franzina para conceber a obra maravilhosa do Criador. Diante dos nossos olhos pasmados, as estrelas são uma caravana luminosa a desfilar pelo deserto insondável do infinito, as nebulosas imensas e os planetas rolam, segundo leis eternas, pelos abismos do espaço! Uma noção, entretanto, surge logo, bem nítida, em nosso espírito: a noção de número.

Viveu outrora, na Grécia, quando esse país era dominado pelo paganismo, um filósofo notável chamado Pitágoras (Allah, porém, é mais sábio!). Consultado por um discípulo sobre as forças dominantes dos destinos dos homens, o grande sábio respondeu: “ Os números governam o mundo!”

Realmente. O pensamento mais simples não pode ser formulado sem nele se envolver, sob múltiplos aspectos, o conceito fundamental do número. O beduíno que no meio do deserto, no momento da prece, murmura o nome de Deus tem o espírito dominado por um número: a Unidade! Sim, Deus, segundo a verdade expressa nas páginas do Livro Santo e repetida pelos lábios do Profeta, é Um, Eterno e Imutável! Logo, o número aparece no quadro da nossa inteligência como símbolo do Criador.

Do número, que é à base da razão e do entendimento, surge outra noção de indiscutível importância: é a noção de medida.

Medir, é comparar. Só são, tretanto, suscetíveis de medida as grandezas que admitem um elemento como base de comparação. Será possível medir-se a extensão do espaço? De modo nenhum. O espaço é infinito, e sendo assim, não admite termo de comparação. Será possível avaliar a eternidade? De modo nenhum. Dentro das possibilidades humanas o tempo é sempre infinito, e no cálculo da Eternidade não pode o efêmero servir de unidade a avaliações.

Em muitos casos, entretanto, ser-nos-á possível representar uma grandeza que não se adapta aos sistemas de medidas por outra que pode ser avaliada com segurança e vigor. Essa permuta de grandeza, visando a simplificar os processos de medida, constitui o objeto principal de uma ciência que os homens denominam Matemática.

>Trecho do livro "O Homem que Calculava" de Malba Tahan.

O uso das palavras

Havia em Teerã, na Pérsia, um velho mercador que tinha três filhos. Um
dia o mercador chamou os jovens e disse-lhes: “Aquele que passar o dia sem
pronunciar palavras inúteis receberá de mim, um prêmio de vinte e três timões.”
Ao cair da noite os três filhos foram ter à presença do ancião. Disse o
primeiro:
- Evitei hoje meu pai, todas as palavras inúteis. Espero, portanto, merecer
(segundo a vossa promessa) o prêmio combinado – prêmio esse de vinte e três
timões, conforme deveis estar lembrado.
O segundo aproximou-se do velho, beijou-lhe as mãos, e limitou-se a
dizer:
- Boa noite, meu pai!
O mais moço, finalmente, não pronunciou palavra, aproximou-se do velho
e estendeu-lhe apenas a mão para receber o prêmio. O mercador, ao observar a
atitude dos três rapazes, assim falou:
- O primeiro, ao chegar à minha presença, fatigou-me a atenção com
várias palavras inúteis; o terceiro mostrou-se exageradamente lacônico. O prêmio
caberá, pois, ao segundo, que foi discreto sem verbosidade e simples sem
afetação.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Big Bang - E no princípio...

Está posta a pedra fundamental do blog que pretende ser uma fonte simples de informações relevantes.
Uma pequena extensão, um tanto mais (ou menos) pública de meu blog no Windows Live (que apenas minha rede pode visualisar).

Pronto para expor idéias e receber idéias, o tema é: ABSOLUTAMENTE TUDO (por enquanto).

Conforme forem surgindo idéias, estas serão anotadas e postadas assim que possivel. Estou disponível para dúvidas e sugestões, mas num sou sei pai pra responder tudo que você pergunta, então não abuse... google!